terça-feira, 27 de julho de 2010

O Brasil do tapinha no bumbum

O brasileiro comum tem a petulância de achar que nasceu no país do futebol! Não apenas no sentido de que aqui se pratica, vê, discute-se, mata-se, morre-se e inebria-se unicamente com tal esporte, mas também que somos os invencíveis, únicos merecedores de ganhar todas as copas do mundo, olimpíadas e quaisquer outros torneios, no qual a seleção canarinha porventura se inscreva.

É verdade que somos os maiores campeões das Copas do Mundo, apesar de duas ou três delas serem tão ou mais discutíveis do que os títulos argentinos ou o inglês, todos com o auxílio luxuoso do tão conhecido apito amigo.

É também fato que somos os maiores ganhadores da Copa das Confederações, mas cá pra nós, quem se importa com isso, né?

Por outro lado, nunca ganhamos uma mísera vez o torneio de futebol os Jogos Olímpicos e estamos bem longe de sermos os maiores campeões da Copa América, atrás até mesmo, vejam só, do patinho feio Uruguai!

A verdade, e isso é sabido já há algum tempo, é que o Brasil é o país do vôlei! Não porque aqui se pratica, vê, discute-se, mata-se, morre-se e inebria-se unicamente com tal esporte, mas sim porque somos os praticamente invencíveis há pelo menos 10 anos! Duvidam?

Então olhem isso:

http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_W_2010-01.asp
http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_M_2010-01.asp
http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_YJ_W_2010-01.asp
http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_YJ_M_2010-01.asp   

Sim, somos os primeiros do ranking mundial nas categorias adulto masculino, adulto feminino, Junior e Jovens feminino, além de terceiro no critério Junior e Jovens Masculino! Os jogadores brasileiro são “os caras” em quase todas as categorias!

Mais que isso, a seleção brasileira acaba de ultrapassar a Itália e se tornou a maior campeã de todos os tempos da Liga Mundial (torneio adulto masculino) ao vencer a Rússia na Argentina.

A diferença básica aqui é que a hegemonia italiana se dava apenas na categoria adulto masculina, enquanto o Brasil vence incessantemente em quase tudo que disputa, inclusive no vôlei de praia.

Eu sei, também prefiro mil vezes o futebol ao vôlei, mas depois de ver todas as bobagens que foram ditas após a derrota para a Holanda na Copa do Mundo de futebol, que a culpa é de fulano e/ou sicrano, que os ‘egos’, que os ‘dinheiros’, eu não posso me furtar do direito de dizer que estas mesmíssimas coisas acontecem com a seleção de vôlei, por exemplo, o caso do melhor jogador brasileiro, quiçá do mundo, fora do escrete, por discutir tais questões com o técnico.

Mesmo com todos estes triunfos e apesar de contar com uma torcida fiel e quantitativamente representativa, o vôlei nacional não consegue sair de um nicho mercantil bem pequeno, impedindo-o de se tornar um esporte de massa, tal qual o nosso altivo futebol meia-boca, que não ganha nada já faz oito anos.