terça-feira, 26 de outubro de 2010

Porque eu ainda voto 13!

Eu me lembro bem quando, lá em 1998, eu entrava na UFPE, como estudante de Ciências Biomédicas. Era também o início do desgoverno do segundo Fernando. Pro calouro, aquele mundo da universidade é uma novidade sem tamanho, tudo é diferente da escola e as coisas começam a ficar mais politizadas.

Caminhando pelos corredores, eu ouvia bastantes reclamações de que as vagas na residência universitária tinham diminuído, além de boatos de uma possível “simbólica” cobrança para os poucos que tinham acesso ao restaurante universitário.

Com o passar do tempo, cada vez mais os problemas saltavam aos olhos. Além das aulas vagas porque não se contratou ninguém para lecionar a respectiva disciplina, microscópios quebrados, turmas de diferentes cursos unidas em auditórios para aproveitar um mesmo professor, e assim ia...

Bem, não me formei em Biomedicina. Estudei lá por um período e meio apenas. O suficiente pra ver no que o desgoverno do presidente que chamou os aposentados de vagabundos estava transformando não só a UFPE, MAS TODO PATRIMÔNIO NACIONAL!

Tudo aquilo que pertencia ao governo era simplesmente sucateado, entregue às moscas para depois ser vendido, ou melhor, doado por um preço simbólico para alguma empresa lucrar astronomicamente às custas de um bem que não era do governo nem do governante, mas sim meu, teu, nosso!

Depois disso, vi e vivi, além, de tal qual outro Júlio César, ter vencido, situação pior, ao ingressar na UFPB, Campus de Sousa. Sim, encravada lá no cálido sertão da Paraíba, existe uma universidade que mudou de nome e agora se chama UFCG, e que vivia sob a constante ameaça de fechar! Isso mesmo! Todos aqueles alunos provenientes em sua maioria de toda região Nordeste, passando por, quiçá, todos os estados brasileiros ficariam ao Deus dará, ao léu, às moscas, enfim, vocês entenderam...

A situação convenientemente, mas não coincidentemente começou a mudar no ano de 2002, porque será, né? Eu vos digo: mudou o presidente! Deixou a presidência o sociólogo, o supostamente inteligente e preparado, o poliglota, o senhor Ficando Enrico Nervoso, e assumiu o poder, um senhor alegadamente analfabeto, com um dedo a menos na mão, de barba, um senhor que, segundo a imprensa nacional, comete muitas gafes, apesar de nunca ter chamado os aposentados de vagabundos ou outra coisa do gênero, Luis Inácio da Silva, o Lula. O melhor presidente que o Brasil já teve!

Vote 13, não sempre, mas por agora e enquanto Lula tiver força e poder dentro deste partido! Vote 13!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Patriqueeeeeeeee!!!

Apesar de parecer ser fake, a suposta atuação supera a de muitos atores por aí.


Vi aqui.

Serviço de Utilidade Pública

Hoje, eu descobri uma coisa muito interessante e louca ao mesmo tempo!

A história é a seguinte: estou precisando falar com o Banco do Brasil e, por estar no exterior, pensei em utilizar o skype para atingir meu objetivo. O fato é que liguei para o seguinte número: +558140040001. Uma máquina me atendeu e, de cara, pediu o número da minha agência. Eu, na minha inocência, obedeci e digitei.

Em seguida, foi-me pedido o número da minha conta. A minha ingenuidade é grande, mas como o procedimento me pareceu um pouco diferente do habitual, meu “desconfiômetro” foi imediatamente ativado. Apesar disso, inseri o número, afinal, até agora, os supostos marginais só poderiam depositar dinheiro para mim, o que não faria muito sentido, não é?

Eis que, logo após, a voz mecânica e maquiavélica me solicita a minha preciosa, sagaz, indispensável e secreta senha!

Ahá!

Pegadinha do malandro!

Não digitei, obviamente! Mas fica registrada aqui a informação. Cuidado ao resolver as celeumas bancárias por telefone ou internet. É tão rápido e conveniente quanto perigoso!

Boa sorte e lembre-se: sua senha é secreta, confidencial, íntima, privada, reservada e, de preferência, de seu exclusivo conhecimento.

O Brasil do tapinha no bumbum

O brasileiro comum tem a petulância de achar que nasceu no país do futebol! Não apenas no sentido de que aqui se pratica, vê, discute-se, mata-se, morre-se e inebria-se unicamente com tal esporte, mas também que somos os invencíveis, únicos merecedores de ganhar todas as copas do mundo, olimpíadas e quaisquer outros torneios, no qual a seleção canarinha porventura se inscreva.

É verdade que somos os maiores campeões das Copas do Mundo, apesar de duas ou três delas serem tão ou mais discutíveis do que os títulos argentinos ou o inglês, todos com o auxílio luxuoso do tão conhecido apito amigo.

É também fato que somos os maiores ganhadores da Copa das Confederações, mas cá pra nós, quem se importa com isso, né?

Por outro lado, nunca ganhamos uma mísera vez o torneio de futebol os Jogos Olímpicos e estamos bem longe de sermos os maiores campeões da Copa América, atrás até mesmo, vejam só, do patinho feio Uruguai!

A verdade, e isso é sabido já há algum tempo, é que o Brasil é o país do vôlei! Não porque aqui se pratica, vê, discute-se, mata-se, morre-se e inebria-se unicamente com tal esporte, mas sim porque somos os praticamente invencíveis há pelo menos 10 anos! Duvidam?

Então olhem isso:

http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_W_2010-01.asp
http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_M_2010-01.asp
http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_YJ_W_2010-01.asp
http://www.fivb.org/en/volleyball/Rankings/VB_Ranking_YJ_M_2010-01.asp   

Sim, somos os primeiros do ranking mundial nas categorias adulto masculino, adulto feminino, Junior e Jovens feminino, além de terceiro no critério Junior e Jovens Masculino! Os jogadores brasileiro são “os caras” em quase todas as categorias!

Mais que isso, a seleção brasileira acaba de ultrapassar a Itália e se tornou a maior campeã de todos os tempos da Liga Mundial (torneio adulto masculino) ao vencer a Rússia na Argentina.

A diferença básica aqui é que a hegemonia italiana se dava apenas na categoria adulto masculina, enquanto o Brasil vence incessantemente em quase tudo que disputa, inclusive no vôlei de praia.

Eu sei, também prefiro mil vezes o futebol ao vôlei, mas depois de ver todas as bobagens que foram ditas após a derrota para a Holanda na Copa do Mundo de futebol, que a culpa é de fulano e/ou sicrano, que os ‘egos’, que os ‘dinheiros’, eu não posso me furtar do direito de dizer que estas mesmíssimas coisas acontecem com a seleção de vôlei, por exemplo, o caso do melhor jogador brasileiro, quiçá do mundo, fora do escrete, por discutir tais questões com o técnico.

Mesmo com todos estes triunfos e apesar de contar com uma torcida fiel e quantitativamente representativa, o vôlei nacional não consegue sair de um nicho mercantil bem pequeno, impedindo-o de se tornar um esporte de massa, tal qual o nosso altivo futebol meia-boca, que não ganha nada já faz oito anos.

sábado, 17 de julho de 2010

Orquestra no Parque

Domingo passado, dia 11, tentamos assistir ao concerto da Orquestra Sinfônica de Vancouver. Sim, tentamos, porque aqui a vida é assim: ou você se programa ou você se ferra! Aquele negócio de juntar a galera e sair de supetão, especialmente para um evento de qualidade e gratuito, é sinônimo de dor de cabeça e perda de tempo rodando para achar um mísero lugar para estacionar o carro!

Para piorar a situação, saímos atrasados e já iríamos perder o começo do show de qualquer maneira, porém não esperávamos que tanta gente iria ao Parque do Lago do Veado com suas toalhas xadrez brancas e vermelhas, suas cestas de piquenique do desenho do Zé Colmeia, que antes tinha acento, carregando suas cadeiras de praia acompanhados de seus pequenos para curtir uma noite agradável de boa música com uma paisagem exuberante.

Acabamos por encontrar um lugar muito suspeito para estacionar. Suspeito porque não havia outros carros, no entanto parecia próximo ao local do evento, então lá fomos nós. De fato, a rua era do lado do parque. O único senão é que sua área é imensa e, quando avistamos a distância da qual estávamos do palco, desistimos da dura empreitada de ir caminhando e voltamos para o carro com o rabo entre as pernas bastante frustrados e quase dispostos a desistir.

Resolvi então, entrar em um dos estacionamentos disponíveis mais uma vez para procurar alguma vaga, que lá estava a nos esperar. De qualquer forma, já eram quase nove da noite e, tendo o show começado às sete e meia, senti-me bastante desapontado.

Ao sair do carro, observei muita gente deixando as dependências do parque e logo pensei que o concerto tinha acabado. Não tinha. Faltava eu chegar. Quando, enfim, atingi meu objetivo, o maestro pegou o microfone e disse: “Júlio, cara, essa é pra ti!”